«É oficial…é pandémico…é prevenível…é evitável.»

O novo coronavírus (covid–19) é uma realidade, está disseminado mundialmente, mas existem muitas formas de preveni-lo e por isso diversos caminhos para evitá-lo.

«Protegendo-me, protejo cada um…cada um protegendo-se, protege-me»

Importa salientar que estas situações têm, na sua veiculação noticiosa, sempre uma enorme velocidade de propagação. Isto acontece uma vez que despoleta em nós sinais máximos de alerta. Sempre que o Ser Humano é colocado perante uma possível ameaça à sua sobrevivência, ativam-se no nosso organismo “sirenes” sinalizadoras de que algo não está em normal funcionamento. A informação que nos chega pelos cinco sentidos, ativa as nossas memórias (pensamentos). Soam, exteriorizando-se, os alertas emocionais (sentimentos). Motiv…ações, permitem comportamentos eficazes no sentido de afastarmos o estímulo desagradável.

Ainda não temos uma noção clara da expressão do coronavírus no nosso país, mas sabe-se que as crianças e jovens saudáveis podem lidar mais facilmente com o vírus e recuperar mais rapidamente. Isto significa que os pais, à partida, podem ter alguma tranquilidade. Mas é igualmente importante relembrar que os nossos filhos não são imunes, e estão maioritariamente impreparados, para lidar com o medo e o pânico que se tem gerado ao seu redor.

Mundialmente designado por covid–19, humana e emocionalmente conhecido por MEDO, na sua máxima expressão chama-se, pânico. Acompanha-nos desde os nossos primórdios, sendo a emoção mais preditora e condicionadora do comportamento humano. A sua emergência natural salva-nos…a sua emergência, por ineficaz gestão, cria atropelos esvaziando hipermercados inteiros.

Durante esta fase de maior manifestação viral não é saudavelmente aconselhável a ida a parques, cinemas ou mesmo centros comerciais, mas também não é, parentalmente desejável, que os filhos passem horas a fio em frente a telemóveis, televisores ou tecnologias de qualquer tipo.

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Como tal, disponibilizam-se aqui, um conjunto de “ferramentas” educativas, preventivas e relacionais, para que possa continuar a tornar-se um “construtor” da relação com o(s) seu(s) filho(s).

Consciencialize-se de que é muito mais importante, as suas atitudes que as suas palavras – 93% da comunicação humana é não-verbal. Como tal é importante que torne congruente, as suas verbalizações com as suas expressões corporais – Não adianta dizer ao seu filho “fica tranquilo que isto não é nada de grave” e depois ter um ar de pânico perante as notícias na televisão. Temor dos pais = ansiedade nos filhos;

A parentalidade consciente não é “despejar”, unidirecionalmente, para o seu filho um conjunto de regras e indicações a adotar, antes perguntar-lhe também o que ele sabe e acha sobre este tema – A partir daí seja um guia a caminhar em conjunto e não apenas um ordenador dos caminhos que ele deve seguir;

Tomar consciência da parentalidade significa, também, evitar a exposição permanente aos órgãos de comunicação social – A constante repetição de notícias traumáticas, torna-se verdade absoluta para o nosso cérebro…o mesmo não distingue realidade de fição. Como tal, por cada vez que o cérebro processa a entrada de informação potencialmente perigosa, irá repetir um processo de ativação de defesa do organismo, com a emissão de alertas cada vez mais intensos, potenciadores de elevados níveis de stresse e ansiedade;

Estar consciente da relação parental implica falar sempre a verdade – Somente com uma base de verdade os jovens poderão encontrar as suas próprias ferramentas de gestão pessoal. Ao contrário do que possamos pensar, as crianças e jovens, sabem muito melhor que nós, quando estamos em processo “criativo”, em inverdade;

Conscientemente ensine a correta higienização e explique o papel dela na prevenção – Ensine ao seu filho que o vírus se espalha pelo ar em pequenas gotículas respiratórias que ficam no ar e podem viver na pele, tecidos e outras superfícies. Esses vírus podem infetar as outras pessoas se entrarem nos olhos, nariz ou boca;

A parentalidade é um processo de crescimento e preparação para lidar com as reações de medo do seu filho – umas serão mais óbvias do que outras, tais como pesadelos, andar mais agarrado a si e mais exigente ou fazer mais birras. Um discurso simples, divertido e sereno de que isso é compreensível e aceitável, dar-lhe-á a segurança necessária para que possa gerir eficazmente o processo;  

Preventivamente, existem igualmente medidas importantes a serem implementadas. Lavar frequentemente as mãos com água e sabão — demorar cerca de 2 minutos nesse processo; Ao espirrar ou tossir, tapar o nariz e a boca com um lenço de papel ou com o braço; Cada lenço de papel tem apenas uma utilização – de seguida o mesmo deve ser colocado no lixo; Não partilhar com outras pessoas utensílios que vão à boca, como copos, garrafas e talheres; Evitar tocar com as mãos em mucosas de olhos, nariz e boca;

Relacionalmente, a parentalidade pode também sair bastante mais reforçada. Aproveite esta fase de recato caseiro para jogar UNO e outros jogos de cartas, de tabuleiro, ou de caixa como puzzles e pictionary; Dançar ou jogar ao elástico com as cadeiras lá da sala; Criar desafios desportivos – desafiem os filhos a melhorarem as suas performances desportivas seja em “toques na bola sem cair”, agachamentos, flexões ou qualquer outra destreza física; Ler em conjunto; Praticar a respiração relaxante em família – inspire profundamente pelo nariz, expandindo a sua zona abdominal e expire completa e tranquilamente pela boca, contraindo o abdominal. Faça-o 3 a 5 vezes e no final comentem os resultados obtidos; Arrumar aquelas gavetas que queremos arrumar há anos, ou a arrecadação; Cozinhar em conjunto novas receitas e tratar das plantas e mini hortas;

A informação dada aos filhos deve ser adaptada à sua idade. Uma das recomendações é que nos diálogos a propósito do Covid-19 os pais tentem transmitir aos filhos que “alguma coisa está nas mãos deles, que podem fazer algo” que os façam sentir algum nível de autonomia, responsabilidade e controlo. Eles ficarão bastante mais motivados e comprometidos para os passos seguintes.

Para quem tem filhos adolescentes é preciso perceber o que querem saber, porque em faixas etárias como a da adolescência muitas vezes as fontes de informação que os jovens têm como mais credíveis são as redes sociais e os amigos. Sabemos que nessas redes há mais desinformação e que pode potenciar-se aí o medo e o pânico sobre estes surtos. Planeie a comunicação com o seu filho. Dê-lhe informação ajustada à forma como ele apreende e interpreta o mundo.

«Ninguém o conhece melhor que você…ninguém o poderá ajudar melhor que você.»

Verdadeiramente o mundo que nos rodeia, mais nada é, do que a interpretação que dele fazemos, isto é, a atribuição de significado, o valor e importância, que damos a tudo aquilo que nos acontece, enquanto experiências vividas. Por isso é comum ouvirmos “ a vida não tem sentido”… para que tenhamos constantemente a oportunidade de lhe darmos o sentido que mais nos aprouver. Dessa forma é da nossa inteira responsabilidade decidirmos com que óculos queremos VER

«Vê o copo meio cheio ou meio vazio? Tudo tem um lado positivo…Veja-o a transbordar!»

Vejo amigos que constantemente adiavam encontros, ansiosos por um abraço; Vejo casais que reencontraram o poder de um beijo; Vejo imensas pessoas que viviam na inércia, a praticarem, em casa, um conjunto de actividades físicas; Vejo horas marcadas para elogiarmos profissionais que na semana passada ignorávamos na ida ao hospital; Vejo imensas pessoas passando mensagens positivas de ajuda ao outro, descentrando-se de si mesmas; Vejo transformações incríveis, no anterior desperdício alimentar; Vejo famílias inteiras que não se encontravam regularmente, a falar em saudade; Vejo crianças desejosas de brincar na rua, desligando-se das tecnologias; Vejo, vejo…vejo e felizmente sinto, que afinal continuamos a saber, SER Humanos, aproveitando cada experiência e acontecimento de vida, seja de enorme alegria e divertimento ou de apreensão e medo, para com isso «creSERmos», despertando um pouco mais a cada dia, para a consciência da parentalidade e das relações humanas, de cada dia.

«É oficial…não é um pandemónio…pois é prevenível…e evitável!»

Evite hoje um Abraço!, para que amanhã nos possamos todos Abraçar novamente! neste novo Mundo!

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