Um Clube, Um Departamento! O Futebol de Formação


Atualmente, a exigência em qualquer modalidade desportiva, e no futebol em particular por ser considerado o desporto rei, que recai sobre os clubes é grande, independentemente da sua dimensão ou estatuto.

Será que todos estão preparados para tal exigência? Ou terão capacidade para corresponder com um “serviço” de qualidade, enquanto clubes formadores?

Acho que sim, é possível. Cada um à sua dimensão e mantendo a sua mística e importância na região onde se insere. Mas, sejamos francos sobre este assunto, o futebol de formação atualmente é uma fonte de receita para a grande maioria dos clubes, ou seja passou a ser um negócio, um negócio onde se presta um serviço formativo, tal como uma escola, um colégio, ou uma universidade.

Como utentes desse serviço temos que ser exigentes com as condições oferecidas quer ao nível das instalações, dos materiais, e acima de tudo na qualidade e adequação dos seus formadores por cada escalão.

Uma das grandes mudanças nas ultimas décadas foi o aparecimento das Escolas/Academias/Gerações de Futebol muitas delas num modelo de franchising e com imagem de clubes de dimensão profissional que não correspondem à realidade do próprio clube que adota essa solução. Uma solução dessas tem que ser pautada pela qualidade e pelo rigor, hoje regulamentado pela FPF às academias de clubes Profissionais e também aberta a candidatura a qualquer clube para a certificação da sua academia.

Mais importante do que qualquer modelo adotado e da procura de títulos neste ou noutro escalão é ver atletas oriundos da sua formação a atingir a equipa principal dos clubes. Essa é a meta e deve ser para isso que todo o trabalho é canalizado, num clube que tenha formação.

De nada valem os investimentos e os títulos ganhos ao nível da formação se não houver aproveitamento dos jogadores no futebol sénior.

Estará o futebol em Portugal dependente de resultados para carimbar o sucesso de projetos, metodologias, ideias e modelos do futebol de formação?

É evidente que os resultados são importantes, mas mais preocupante é o desnivelamento na capacidade de execução do processo formativo e competitivo existente entre clubes, onde se assiste a equipas com atletas sem estímulos suficientes para evoluir a competir no seu escalão, ganhando 99% dos jogos, sem grande tipo de dificuldades e problemas criados pelos adversários ou o inverso.

Porque procuramos que estas diferenças se tornem cada vez menores e que o nível de formação e competição seja mais aproximado entre clubes, permitindo aumentar a qualidade da formação de cada clube, apresentamos um modelo de organização do departamento de Futebol de Formação num clube, cabendo a cada um tirar as suas conclusões e adaptando-o à sua realidade e contexto.

Nunca esquecendo que:

“PLANEAR SEM AGIR É FÚTIL MAS AGIR SEM PLANEAR É FATAL”

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1 Comentário

  1. Avatar
    GREGÓRIO
    3 Maio, 2016
    Responder

    ao longo de muitos anos que tenho como treinador de FORMAÇÃO, não tive (porque não havia) artigos desta natureza, sempre houve artigos para o futebol sénior. daqui os meus agradecimentos pelos fantasticos artigos publicados, a que eu estou a usar.

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