Muito se têm escrito nas redes sociais sobre este tema, mas com todo o respeito pelas diferentes opiniões e interpretações que têm sido feitas sobre este assunto, a falta de objetividade e a procura de argumentação para justificar posições, não têm na minha modesta opinião centrado nos factos que estão na base desta nova regulamentação, e deste modo decidi dar a minha contribuição de uma forma clara e muito objetiva sem qualquer juízo de valores.

1) A presente regulamentação ao contrário do que têm sido enumeras vezes escrito, não impede ou limita a liberdade de escolha de jogadores, de dirigentes e de encarregados de educação. Não existe nenhuma alteração neste aspeto. Não existe nenhuma carta de desvinculação para cada jogador para esse efeito e assim sendo o jogador amador continua a ser livre de fazer a sua opção para jogar.

2) Não existe nenhum custo adicional além do já existente em épocas anteriores em todos os escalões, desde que exista o mais elementar respeito entre clubes; dirigentes; jogadores e encarregados de educação para as transferências de jogadores dos escalões de Infantis a Juniores (inclusive) quer seja em provas do nacionais ou distritais, pois a alínea a) do ponto 1 do comunicado nº 8 da FPF é muito clara e isenta a aplicação desses coeficientes desde que, e passo a transcrever:

  1. Os coeficientes previstos na alínea a) da tabela 5 do CO nº 1, da época de 2017/18, não são aplicáveis nas seguintes situações:

A) Acordo escrito entre os clubes intervenientes no que diz respeito à transferência de jogadores

 Esta situação obriga sim, à existência do diálogo entre todos, e com isso o terminar a situações que todos nós conhecemos, de abandono do clube por parte de jogadores; dirigentes e encarregados de educação sem qualquer palavra de agradecimento ou de gratidão pelo tempo em que estiveram a utilizar o mesmo para o seu desenvolvimento.

3) Obviamente se o ponto 2 não for cumprido, ai vai haver custos adicionais comparativamente à época passada, mas nesta situação entendo que terá que haver a defesa do clube de origem, que assegurou na época passada as condições para a prática desportiva do jogador, e não estou de acordo com a argumentação que o pagamento de mensalidades por parte dos encarregados de educação já suporta esse custo. Pois todos estão a esquecer-se dos custos indiretos da atividade e que são muito importantes e refiro só para relembrar os seguintes:

(Eletricidade; Água; Gás; Desgaste do Sintético)

Espero com este meu artigo ter contribuído positivamente para uma clarificação deste processo, e reafirmando que os coeficientes são apenas aplicáveis por escalão além de 2 jogadores do clube X para o clube Y, e nos escalões de Infantis; Iniciados; Juvenis e Juniores sejam eles do nacional ou do distrital.

2 Comentários

  1. Ricardo Ribeiro
    11 Julho, 2017
    Responder

    Sim, artigo muito bom e sem duvida alguma esclarecedor, concordo com o ponto n°2, se os clubes e intervenientes como encarregados de educação não tiverem uma atitude correta acho bem que paguem e bem, pois como diz no artigo, muitos pensam que a mensalidade chega para tudo e não é bem assim. Outro ponto é os clubes que se acham grandes aliciarem os jogadores e levá-los a abandonar o clube de origem, aí o pagamento ainda deveria de ser maior.
    Obrigado pelo artigo.

Deixar uma Resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Anterior FPF CO Nº 8 CLARIFICAÇÃO TABELA 5 - COMUNICADO OFICIAL Nº 1 2017_2018
Próximo Generation Gap - a substituição dos Valores