FUTEBOL DE FORMAÇÃO – O CENTRO DAS ATENÇÕES


Têm sido frequentes os debates sobre o comportamento dos Pais nos treinos e jogos dos seus pequenotes e em como isso influencia o seu desenvolvimento (rendimento, para alguns Treinadores/Formadores).

Os Pais foram, são e vão continuar a ser parte integrante do processo de formação e desenvolvimento dos seus filhos. Cabe ao Treinador/Formador saber integrá-los e cativá-los, para que possa ser meritório da sua confiança. Sim! O Treinador tem que fazer por merecer essa confiança!

A melhor forma de o conseguir? Cativando os miúdos. São eles o centro de todas as atenções! Esta é uma questão central e é também uma das principais causas de abandono da prática da modalidade em idades mais jovens. A perda de interesse, do gosto pelo desporto.

Torna-se então necessário perceber o que cativa realmente os jovens, a que situações dão importância, o que os motiva, de modo a que o Treinador/Formador possa definir prioridades e um rumo a seguir.

Duas áreas destacam-se de imediato: a sessão de treino e os comportamentos. Relativamente à sessão de treino, a sua organização é fundamental. Grande parte dos treinos têm a duração de 1H (1H30 para escalões superiores), pelo que grande parte desse tempo tem de ser útil. As transições entre exercícios têm de ser preparadas para que a sessão seja fluída e mantenha os jovens interessados, mantendo níveis de atenção/concentração durante mais tempo. No que toca aos exercícios, estes devem ser adequados à idade do praticante, tanto em conteúdo como em forma, tendo sempre em vista o sucesso das suas acções.

No entanto, é ao nível dos comportamentos que surgem os principais problemas. Preferência sobre praticante A ou B, tom de voz e linguagem corporal agressivos, excesso de feedbacks negativos, mas principalmente escassez de feedbacks positivos são os mais comuns. Ora é por aqui que começa o desinteresse do jovem e aumenta a frustração dos Pais, levando a comportamentos menos próprios que, caso contrário, dificilmente aconteceriam.

Assim, os comportamentos do Treinador/Formador para com os jovens influenciam os comportamentos dos respectivos Pais. E depois, qual o Pai que não se entusiasma ao ver o/a seu/sua filho/a a dar os primeiros passos? A dar as primeiras pedaladas na sua nova bicicleta? A dar os primeiros toques na bola?

Cativando pelo afecto e não pela sabedoria futebolística…eis a dificuldade do Futebol de Formação.

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